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Arrais Figueiredo
SV-01

Exaustão para
cozinhas industriais

Projeto de captação, rede de dutos e reposição de ar para cozinhas profissionais, conforme a ABNT NBR 14.518. O sistema é tratado como um conjunto único, porque é assim que ele funciona ou deixa de funcionar.

Corte esquemático de sistema de exaustão para cozinha profissional: equipamento de cocção, coifa com filtros inerciais, área de captação, rede de dutos, ventilador de exaustão, lançamento e entrada de reposição de ar h
Croqui esquemático · captação em cozinha profissional
01 Abordagem e critério

A norma dá dois caminhos. Escolher entre eles já é projetar.

A ABNT NBR 14.518 oferece dois procedimentos de cálculo de vazão para a coifa, e quem escolhe qual usar é o projetista. Um parte das dimensões da coifa e da altura dela em relação ao bloco de cocção, com duas contas internas das quais prevalece a maior. O outro parte do metro linear, com restrições e limites de cotas próprios, o que costuma resultar em vazões menores.

Essa escolha não é detalhe de memorial, é a primeira decisão do projeto. O caminho do metro linear tem uso legítimo e também tem um uso confortável, que é enquadrar na norma um sistema que já nasceu apertado. O caminho das dimensões dá mais trabalho e entrega algo que o outro não entrega: variáveis para mexer. Fechamentos laterais, altura de instalação e tipo de captor deixam de ser detalhe construtivo e viram ferramenta de projeto.

Reduzir a coifa para caber no espaço nunca é decisão neutra, e a saída quase nunca é aumentar a vazão. A norma limita a velocidade na rede de dutos em 12,5 m/s, e passar disso tira o sistema de conformidade mesmo com o ventilador dando conta. O ventilador maior não é o erro, é a consequência de um problema que devia ter sido resolvido na geometria da captação.

E existe um erro de cálculo que aparece com frequência nos projetos que reviso. A velocidade que entra na conta de perda de carga sai do diâmetro equivalente do duto retangular, não da área da seção. Quem usa só a área encontra velocidade menor, subestima a perda de carga e especifica um ventilador sem pressão para mover a vazão que ele mesmo calculou. O sistema é entregue coerente no papel e fraco na obra.

Nada disso se resolve olhando só para a coifa. Reposição de ar e combate a incêndio entram como premissa, não como item comprado depois, porque a coifa só captura o que a reposição deixa entrar. E boa parte do que resolve uma cozinha difícil vem de fora dela: do raciocínio de captação na fonte da ventilação industrial e do controle de cascata de pressão das áreas críticas.

O que sustenta o dimensionamento
  • ABNT NBR 14.518:2020Princípios de projeto, instalação, operação, manutenção e ensaio de sistemas de ventilação para cozinhas profissionais, na edição vigente
  • ABNT NBR 16.401Filtragem do ar de reposição, parâmetros de conforto e construção da rede de dutos convencional
  • NR-15, Anexo 3Exposição ao calor no posto de trabalho da linha de cocção, quando a ventilação também é medida de controle
  • Industrial Ventilation, ACGIHVelocidade de captura e comportamento da pluma térmica sobre a fonte
  • Instruções Técnicas do Corpo de BombeirosExigências estaduais aplicáveis à vistoria da edificação

Atender à norma e fazer funcionar não são a mesma coisa. Eu entrego as duas.

A cozinha profissional trabalha em leve depressão em relação às áreas vizinhas. Abaixo disso a coifa perde captura e disputa ar com portas e frestas. Acima disso o odor deixa de ficar contido e passa a ir para o salão. Quem regula essa faixa é a reposição de ar.

02 O que é o projeto

Um projeto de exaustão não é o desenho de uma coifa.

São quatro sistemas que precisam fechar entre si. Quando um deles é decidido isolado, o conjunto não funciona e o custo disso só aparece depois da obra pronta.

PT-01

Captação e coifas

A coifa, os filtros inerciais e a geometria que contêm calor, vapor e gordura ainda na origem.

É o único ponto em que o efluente ainda pode ser contido antes de se espalhar pelo ambiente. Coifa maior captura com folga e cobra em vazão. Coifa menor devolve espaço de operação, mas só continua capturando se a geometria compensar. Esse é o compromisso central do projeto.

PT-02

Rede de dutos e descarga

O caminho do ar sujo até o ponto onde ele sai da edificação, e o ventilador que o move.

Define perda de carga, ruído e custo de manutenção pelos próximos anos. Caminho curto é barato e nem sempre é possível; caminho longo exige velocidade controlada e acesso para limpeza, porque gordura acumulada em duto não é sujeira, é combustível. O ponto de descarga costuma ser a restrição real, é ele que decide o traçado.

PT-03

Reposição de ar

O ar externo filtrado para repor o volume retirado pela coifa, insuflado no ponto certo.

É o item mais negligenciado e o que mais derruba sistema já instalado. De menos, a cozinha afunda em depressão e a coifa perde captura. De mais, o odor deixa de ficar contido e vai para o salão. E não basta acertar a vazão: insuflar tudo num ponto só atrapalha a captação em vez de ajudar. A entrada precisa ser distribuída para empurrar o efluente na direção da coifa, e o ar precisa chegar filtrado.

PT-04

Interfaces da edificação

Onde o sistema da cozinha encontra o resto do prédio e precisa conviver com ele.

Sistema fixo de combate a incêndio, compartimentação, climatização do salão e os sistemas de segurança do edifício. Cada um tem lógica e norma próprias, e o projeto de exaustão precisa nascer compatível com eles em vez de disputar espaço, ar e rota depois que a obra começou. Projetar a coifa sem saber qual sistema de supressão vai em cima dela é retrabalho contratado.

Quer entender qual desses quatro está travando o seu caso? Me descreva a situação e eu te digo.

* Pressurização de escadas e extração de fumaça são escopos próprios, contratados junto com a cozinha ou à parte.

03 Formas de contratação

Nem todo caso começa por um projeto.

Boa parte de quem me procura não precisa de um projeto novo. Precisa saber por que a cozinha que já existe não dá conta, e descobrir isso antes de comprar coifa nova, ventilador maior ou obra que talvez não fosse necessária.

EntenderAnalisarProjetarValidarAcompanhar
  • Projeto Sistema completo, da coifa ao ponto de descarga, com ventilação compensatória. Em nível básico, para definir solução, orçar e decidir. Em nível executivo, com o detalhamento necessário para executar.
  • Laudo e vistoria Diagnóstico de um sistema existente sem o desempenho esperado. Aferição de vazões nos pontos de interesse com instrumentação e um documento apontando a causa do problema e as correções necessárias.
  • Parecer técnico Defesa técnica de uma solução de projeto perante quem a questiona, comparação de propostas de coifa que chegaram com vazões diferentes para a mesma cozinha, ou resposta fundamentada e assinada a uma exigência com prazo correndo.
  • Estudo de viabilidade Quando o caminho do duto ou o ponto de descarga ainda estão em aberto, e cada alternativa muda custo de obra, ruído e convivência com o vizinho. Comparação com prós, contras e ordem de grandeza antes de fechar a solução.
  • Revisão de projeto de terceiros Verificação independente do projeto que você recebeu, antes de a obra começar. Método de cálculo adotado, velocidade na rede, reposição de ar prevista e compatibilidade com o que já existe na edificação.
  • Consultoria técnica Para rede que abre várias lojas por ano, para operação com padrão próprio a ser mantido, ou para acompanhar uma obra específica em que você quer alguém do seu lado na mesa técnica.
05 Dúvidas frequentes
  • Meu sistema precisa passar em vistoria. Você resolve isso?

    Resolvo. O projeto é feito dentro da norma e eu defendo tecnicamente o que proponho, com memorial e ART. Quando o órgão local tem exigência própria, ela é entendida e atendida, desde que faça sentido técnico e não comprometa o desempenho do sistema. Quando não fizer, eu apresento a justificativa técnica em vez de simplesmente obedecer.

  • Dá para aproveitar a coifa e a rede que já existem?

    Muitas vezes sim, e isso reduz bastante o custo. Mas o aproveitamento precisa ser verificado, e não assumido. A velocidade na rede depende dos equipamentos de cocção que vão operar, da inclusão ou não de novas coifas e da época em que o sistema foi instalado, porque o critério de cálculo evoluiu junto com a norma. Aproveitar por premissa é uma das causas mais comuns de sistema ineficiente e fora de norma.

  • Posso deixar uma porta ou janela aberta para repor o ar?

    Não. O ar precisa ser reposto por meio mecânico, de forma controlada. O que entra por uma abertura não passa por filtro e chega pelo ponto errado, quase sempre longe da coifa, trazendo poeira, insetos e corrente de ar para a linha de cocção e piorando a captação em vez de melhorar. Reposição é sistema, com vazão calculada, filtragem e ponto de insuflação definido em projeto.

  • Vocês fazem pressurização de escadas e extração de fumaça?

    Faço. As exigências principais vêm das Instruções Técnicas do Corpo de Bombeiros, que variam de estado para estado, apoiadas pela ABNT NBR 14.880 para pressurização de escadas e pela ABNT NBR 16.983 para controle de fumaça e calor. Quando a cozinha está dentro de um edifício, esses sistemas também entram como interface, porque rota de duto, ponto de descarga e compartimentação precisam conviver.

  • O projeto inclui o sistema fixo de combate a incêndio?

    Pode incluir, se você quiser, e também dá para contratar só a ventilação. Quando entra, o sistema com agente químico úmido é projetado junto com a exaustão, porque coifa e rede precisam nascer compatíveis com ele, e a especificação é feita com fornecedor especializado. É aqui que o mercado costuma economizar, com equipamento sem certificação UL 300.

  • O meu caso é fora do comum. Vale a pena te procurar?

    Vale. Boa parte do trabalho de engenharia é ir atrás do que ainda não se sabe, e eu faço isso com método e com fonte. Se o caso estiver além do que eu consigo assumir com segurança, eu digo isso na primeira conversa, e costumo conseguir indicar o caminho.

  • Você atende fora de São Paulo?

    Sim. Projeto é trabalho que se faz de qualquer lugar, e as visitas necessárias são programadas e orçadas junto com o escopo.

06 Como começamos

Traga o problema antes de trazer o escopo.

Você não precisa ter tudo pronto para me chamar. O que já existir acelera o início do trabalho, e o que faltar entra no levantamento.

Se você já tem
  • Planta ou layout da cozinha, em DWG se possível
  • Relação dos equipamentos de cocção, com tipo e potência
  • Pé-direito e caminho disponível para a rede de dutos
  • Ponto de descarga pretendido ou já existente
  • Projeto de climatização do salão, se já existir. Se não existir, ele entra no mesmo escopo
  • A premissa do projeto, ou seja, o que precisa ser atingido

Tendo isso, me encaminhe e já começamos a conversa.

Se você não tem

A maior parte dos clientes não tem tudo, e isso não impede nada.

O levantamento em campo faz parte do escopo quando necessário. Medição de vazão nas coifas com anemômetro, conferência dos equipamentos de cocção instalados, verificação das dimensões e da altura das coifas existentes, checagem do caminho de duto disponível e do ponto de descarga viável, e definição das premissas junto com você.

O que não dá para fazer é dimensionar sem saber o que vai ser cozinhado. Os requisitos do sistema nascem dos equipamentos de cocção que você quer ter, e essa é a primeira coisa a levantar.

Fale diretamente comigo. Me descreva o que está acontecendo e eu te digo se o caso é de laudo, de revisão de projeto ou de projeto novo, antes de qualquer orçamento. Se já souber o que precisa, mande o escopo e eu retorno com uma proposta.

Gustavo Arrais Figueiredo, engenheiro mecânico responsável pela Arrais Figueiredo Conheça o engenheiro responsável →
Razão SocialG. Arrais Figueiredo Engenharia
Registro CREA-SP2831468
Responsável TécnicoGustavo Arrais Figueiredo
Telefone e WhatsApp(11) 96304-3490
AtendimentoSão Paulo e região. Projetos em todo o país.

Se o seu caso não for comigo, eu digo isso na primeira conversa.

07 Sobre este assunto
COZINHAS INDUSTRIAIS · 30 SET 2026 · 5 MIN

Quando o duto existente é a restrição

A rede está instalada, não pode mudar, e a coifa não dá conta. Antes de trocar ventilador ou duto, a pergunta certa é quanto ar a cozinha realmente precisa exaurir.

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